terça-feira, 7 de setembro de 2010

As Hostes de Luz





Enquanto os amados irmãos terrenos dizem que a terra está perdida, venerandas hostes de luz irradiam a terra em proporções gigantescas. Naturalmente se tivessem olhos para perceber a irradiação cósmica através das luzes coloridas do Cristo haveriam de mudar de idéia.

Semanalmente, tempo equivalente ao da terra, as hostes do Cristo descem em fileiras para assistir aos mais necessitados.

Aterra se reveste de luz através das projeções celestiais.

Não há divisão de hierarquias, todos se voltam a esse momento engrandecedor aos nossos olhos.

A terra se torna mais limpa e mais asseada. É óbvio que alguns são refratários a esses raios luminosos.

Dessa forma só temos a comemorar.

Jesus se alegra juntamente com Maria que muitas das vezes segue assistindo enternecidos a esses significativos momentos. Incontáveis seres continuam a se alistarem para ajudar a terra nesse transporte de energias antigas para o ancoramento das novas.

Há um céus de luzes que descem juntamente com os trabalhadores do Cristo. Momentaneamente são resgatados muitos amigos que desavisadamente ficam nas esquinas, nos bares, nas residências e recambiados a sua verdadeira dimensão.

Mas o pensamento de quem está culminado com a energia desses amigos e fundamental. Mesmo assim o livre arbítrio continua atuando em cada um se as pessoas são fervorosas e vivem automaticamente no bem já pode também receber essa ajuda.

As energias do Cristo são sutis e determinados comportamentos não condizem com a sua sutileza.

Há cura automática de muitas pessoas e os profissionais da área de saúde dizem ter acontecido verdadeiros milagres.

De certa forma, essa conotação não está errada. Há os créditos, há os méritos de alta procedência.

Mas Jesus quer que aconteça a cura de todos.

O remédio é buscar viver em sentimentos de bem e de amor a si e ao próximo.

Quem ama consegue está em paz e absorver esses belíssimos presentes dos céus.

Na terra percebemos dentro da fé as separações.

Reflexão: Já imaginaram se o Cristo separasse os seus amados discípulos pela fé que tiveram na terra?

Não há essa divisão enganosa. Há amor e aqueles que amam se entregam e se integram as tarefas cristicas para ajudar a humanidade.

Os ateus na terra também podem ser excelentes pessoas, altruístas, compreensivas...

Qual o fator determinante para ser trabalhador do Cristo senão o amor amadurecido nessas pessoas de qualquer religião na carne ou fora dela?

E qual de nós pode julgar os créditos de alguém na terra ou na espiritualidade?

Certamente que ninguém.

Fala-se muito e se faz operar em si poucas mudanças.

Siga o vosso trilho com amor para poder merecer as benesses luminosas de Deus. Unam-se todas as noites a essas hostes formadas por milhares de seres de várias galáxias para somar amor a humanidade.

Faça por você, por você e pelos seus irmãos enfermos es palhados por inúmeros cantos desse planeta.

As hostes de luz são formadas pelos denominados de santos, anjos, trabalhadores de Maria, espíritos de várias dimensões sagradas de vários credos, de várias culturas e também por aqueles a quem tendes preconceitos vem em outras roupagem fazer o seu trabalho de luz.

Mancomunados com todos esses seres que desejam ajudar nessa transposição energética da terra, também me faço de mais um dos seus membros para ajudar nesses momentos circunstâncias com todo meu amor.É um grande aprendizado ver pessoas de todas as raças e credos e a se unirem num só ideal: Fazer a terra e suas criaturas melhores.

Convidamos-lhes a sintonizar com esses guerreiros da luz cósmica envasadas e cristalinas e se juntar conosco a qualquer hora do dia ou durante o repouso físico.

Predisponham-se porque a energia do pensamento e do coração vai à grandiosas distancias.

Saudando as Hostes Celestiais nesse momento em Cristo e pelo Cristo com o objetivo de juntos construirmos a paz verdadeira nessa bendita escola de luz que se chama Planeta terra.

Em nome de todas essas amadas Hostes, abraçamos-lhes em afetuoso amor com a certeza de que podemos exterminar a sujeira que impregna a terra e suas camadas de proteção.

Sou o servil amigo do Cristo e de Maria em qualquer tarefa vinculada a evolução da alma ou do espírito imortal.

Luiz Sérgio

Canal: Francyska Almeida-310810-Fort-Ce.

Hino de amor a terra




Louvado seja as manhãs que nos renovam as esperanças

Louvado seja a luz que emana do Universo

Fazendo-nos mais dignos do amor Divino

Louvado seja o irmão e amigo que sofre

Se lastimando na escuridão dos seus vícios

Louvado sejam as cachoeiras de águas límpidas

Que traduzem a pureza do amor maior

Louvado seja todos os animais feridos

Louvado seja toda e qualquer generosidade

Louvado seja toda treva

E que a luzes crísticas possam penetrar

No seu seio irradiando e purificando

Louvado seja o canto dos pássaros ingênuos e livres

Louvado seja o lobo que esquecido está

Dentro da alma de cada criatura

Que ele seja abençoado e nunca possa vir a uivar

Louvado seja a benfazeja plantação

Que no chão faz brotar o alimento sagrado

Louvado seja o ar que nos mantém vivo

Com a força amorosa que se espalha

Em direção a cada habitante da terra

Louvado seja o irmão coxo que luta

Todos os dias para superar a sua deficiência

Louvado seja todas as verdes camadas

Do nosso amado e bendito chão

Louvado sejam os nossos pés

Que ancorados estão nesse lindo Planeta azul

Que a natureza em festa seja louvada

E dela possamos nos aproximar a cada dia

Para usufruirmos das melodias perfumadas e imortais

Através do infinito amor universal

Louvado seja todos nós, os filhos da humanidade

Criados pelo eterno e grandioso Senhor

Que distribui amor com todas as suas criaturas!

Louvado seja o seu coração em essência pura

Através do incomensurável e potente amor

Deus seja louvado para sempre!

Francisco

Canal: Francyska Almeida-121005 – Fort-Ce.

SER FELIZ!





Sentir-se vivo ao despontar da manhã;
ver a luz, as cores;
sentir o odor da relva molhada;
ouvir o canto dos pássaros...

Isto é ser feliz.

Não é difícil !

É só despojar o espírito, tornando-o leve como de criança, sem medo, com amor, com esperança e confiança...

Poder observar a flor desabrochando, explodindo em cores; que felicidade !

Poder amar, sorrir, sonhar.

A felicidade emana de dentro de cada ser, assim como a água brota e corre cristalina da nascente.

Em seu percurso o córrego pode em alguns pontos tornar-se turvo, porém volta à sua antiga forma logo à frente.

A alegria nasce do íntimo da alma e esta deve ser preservada pura.

Não podemos nos deixar influenciar pelo negativo, pela tristeza, pelos sentimentos mesquinhos, pelo medo...

Devemos estimular a confiança, o certo e o bem, sorrir, sonhar, amar, e com isto gostar do que somos e do que fazemos.
E, gostando do que somos, amaremos nossos irmãos.

Não existe receita para ser feliz:

É somente sentir e simplesmente ser, pura e simplesmente amar !

É ter dentro de nós, o toque de Deus

Amor, Harmonia, Luz e Paz

Autoria : Edson Gilberto Kurabayashi

domingo, 5 de setembro de 2010

Jésus Gonçalves




Jesus Gonçalves, nascido em 12/07/1902 em Borebi-SP (próximo à Agudos), ficou órfão de mãe aos 3 anos e seu pai era uma humilde lavrador.

Aos 14 anos empregou-se como trabalhador braçal na Fazenda Boa Vista, de Ângelo Pinheiro Machado. Nesta época começou a aprender música e junto com outros companheiros animavam as quermesses e bailes com a "Bandinha de Borebi ".

Aos 17 anos foi para Bauru, onde freqüentou o Colégio São José, mas não chegou ao menos a tirar o diploma do Ginásio.

Casou-se aos 20 anos com Theodomira de Oliveira, que era viúva e já tinha 2 filhas. Mesmo assim ainda tiveram mais 4 filhos. Nesta época empregava-se como Tesoureiro da Prefeitura.

Em 1930 sua esposa desencarna por causa de uma tuberculose. Apesar das enormes dificuldades em criar suas 6 crianças continuava a tocar e fazia parte da Banda da Prefeitura de Bauru como clarinetista.

Atuava também como Diretor e ator de teatro na cidade. Apesar de seu pouco estudo apreciava a poesia e prosa, colaborando ativamente nos jornais "Correio da Noroeste " e "Correio de Bauru ".

Casou-se novamente, com Anita Vilela, vizinha que lhe ajudava a cuidar das crianças, mas, aos 27 anos foi acometido pela Hanseníase ( Lepra ). Anita era estudiosa da doutrina espírita e tentava, em vão, esclarecer a mente materialista do ateu Jésus.

Nestes tempos os doentes eram obrigados a abandonar seus empregos e viverem isolados da sociedade, trancados em suas casas ou então em leprosários. Como faria então para cuidar de sua esposa e das crianças ? Aposentado prematuramente passa a viver em uma moradia cedida temporariamente pela Câmara Municipal. Apesar disso continua a escrever para o "Correio da Noroeste".

Seu compadre, João Martins Coube, cedeu-lhe o usufruto de um sítio, onde Jésus passou a cultivar melancias e outras frutas. Mas, em Agosto de 1933, o Serviço Sanitário recolhe-o, afastando-o do convívio de sua família, e internou-o no Asilo-Colônia Aymorés.

Por ter sido um homem resignado foi sempre líder, tolerante e calmo. Fundou o jornal interno "O Momento ", a "Jazz Band de Aymorés " e a equipe de futebol. Por não receberem grupos artísticos no asilo, fundou também o grupo teatral interno.

Jésus sofria muito com problemas no fígado, buscava a transferência para o Hospital Padre Bento em Guarulhos. Mas suas cartas paravam nas mãos do Diretor do Sanatório Aymorés, que não queria perder seu mais ativo e dinâmico interno. Em 1937 conseguiu a transferência mas não conseguiu chegar até lá, as dores no fígado o obrigaram a parar em Itú, e alí ficou no Hospital de Pirapitinguí.

Fundou alí além da "Jazz Band ", a Rádio Clube de Pirapitinguí ( existente até hoje ) e um jornal interno, o "Nosso Jornal ".

Em 1943 Anita desencarnou, e no velório da mesma aconteceram diversos acontecimentos mediúnicos de clarividência de alguns colegas seus e finalmente Anita passou uma mensagem para ele de uma forma bastante íntima onde Jésus não teve dúvidas da veracidade das informações, um pequeno trecho: "Velho, não duvides mais, Deus existe ! ".
Por ser extremamente materialista buscou nos livros Espíritas as explicações para o contato.
A conversão de Jésus ocorreu de forma bastante convincente. Um dia, às voltas com suas dores no fígado, resolveu chamar aquele "Deus ", e desafiou, tirando um pouco de água e colocando em um copo.

"- Se Deus existe mesmo, dou 5 minutos para que coloque nesta água um remédio que me alivie as dores que sinto ". E contou no relógio.

Quando bebeu a água sentiu que estava totalmente amarga. Chamou um companheiro que confirmou a alteração da água. E após 2 minutos nada mais sentia em dores.

Fundou em 1945, após muito estudo, o Centro espírita Pirapitinguí, com dificuldades conseguiu recursos junto às comunidades espíritas para a construção do Centro. Diversas caravanas Espíritas passaram a visitar o sanatório, levando alegria e conforto aos internos.

Passou então a atender as incorporações de familiares e desobsessões severas daqueles considerados "loucos ", permitindo a estes que voltasses à vida normal.

Vinte dias antes de desencarnar, com a doença já tendo lhe consumido todo o corpo, e também as cordas vocais, foi à sessão espírita e para a surpresa das 300 pessoas presentes, os mentores da casa devolveram-lhe a voz e aí fez uma preleção de quase 2 horas de elevados ensinamentos evangélicos. Ao término da preleção Jésus simplesmente perdeu novamente a voz.

E sofreu muito nos últimos dias, o seu corpo estava completamente deformado pela doença, seu rosto transfigurado e seus órgãos começaram a parar, e lentamente desligou-se do corpo físico. Mas teve tempo de saber que o sofrimento é o caminho que nos leva à Cristo, e que pôde mudar a mentalidade daqueles que consideravam os doentes internos de asilos, sanatórios e leprosários apenas como animais fedorentos



Jésus Gonçalves e Divaldo Pereira Franco
· "De súbito, eu vi chegar um ser espiritual com características para mim até então jamais vistas: apresentava profundas marcas na aparência física. Um dos pés, que parecia ter os dedos amputados, estava envolto em gaze, com uma deformidade visível..."

O primeiro contato espiritual entre Jésus Gonçalves e Divaldo Pereira Franco


Desde criança, o médium, educador e conferencista Divaldo Pereira Franco vivenciou inúmeras experiências de comunicação espontânea com os espíritos. Abordaremos neste artigo uma dessas comunicações, ocorrida em sua juventude, quando recebeu a visita espiritual de Jésus Gonçalves.

Desse encontro com Jésus, resultou suas visitas ininterruptas à colônia de hansenianos de Águas Claras e também sua primeira palestra pública na Federação Espírita do Estado de São Paulo, onde foi apresentado, jovem ainda, ao público espírita paulista, com crescente repercussão nacional e internacional.

Conta o próprio Divaldo:

“No ano de 1949, quando os tormentos obsessivos me avassalavam, porque ainda não me adestrara no conhecimento espírita, e também pela juventude do corpo, todas as tardes eu tinha por hábito ir sentar-me no quintal da casa onde morava, no Bairro do Machado. O quintal dava o fundo para as Invasões, onde centenas de casebres sobre o lamaçal apresentavam grave problema sócio-econômico dos que residem em tal região, em Salvador.

“A minha vida íntima, sacudida por inquietações e tormentos, por ansiedades e tristezas, era uma constante busca de paz, uma contínua procura de Deus. Numa tarde muito especial para mim, buscando a calma interior, eu me pus a orar. O quadro que se me erguia à frente era de muita beleza. O sol declinava por sobre o pantanal e havia um silêncio interior muito grande. Procurei, então, mergulhar nas blandícias da prece, pedindo a Deus a mão socorrista, assim como aos bons espíritos o seu apoio e assistência, para que não viesse a resvalar pelas rampas do desequilíbrio.

“Foi nesse momento que, de súbito, eu vi chegar um ser espiritual com características para mim até então jamais vistas: apresentava profundas marcas na aparência física. Um dos pés, que parecia ter os dedos amputados, estava envolto em gaze, com uma deformidade visível. O corpo alquebrado, a cabeça marcada por cicatrizes, o nariz deformado, sem o septo nasal, e numa expressão de profunda melancolia, olhando-me com enternecimento e carinho comovedores.

“Na minha ignorância, na minha falta de discernimento doutrinário, pensei de imediato: apesar da prece, eis aí a presença de um espírito obsessor. Bem se vê que eu confundia, então, a aparência com o conteúdo, a realidade íntima. Foi quando o ouvi dizer nitidamente:

— Não sou um bem-aventurado, mas tampouco eu sou um obsessor. Sou teu irmão. Chamo-me Jésus Gonçalves, e desencarnei, não há muito, num sanatório de leprosos, em Pirapitingui, Estado de São Paulo.

“Naquela época ainda não se usava o verbete hanseniano. Era a palavra marcadora, quase cruel, da tradição bíblica. E ele prosseguiu:

— Fomos amigos. Venho, de etapa em etapa, ressarcindo a duras penas o que contraí desde os dias em que, na condição de conquistador, disseminei a morte pela guerra, destruindo lares, roubando vidas, deixando órfãos e viúvas a prantearem os seus mortos. Indiferente, à alheia dor, era devorado pela volúpia da insanidade destruidora. Mais tarde, muito mais tarde, já conhecendo Jesus, não me foi possível fugir daquela compulsão guerreira e, em posição relevante na política francesa do século XVII, novamente me engalfinhei em lutas tenebrosas, sendo um dos responsáveis pelo prosseguimento da guerra franco-austríaca, especialmente na sua terceira fase.

— Em chegando do lado de cá, dei-me conta da alucinação que me devorava e roguei ao Senhor, por misericórdia, me concedesse a lepra purificadora, para o despertar dos deveres de profundidade, aqueles que me poderiam conscientizar das finalidades superiores da vida. Eis por que, desde então, venho no processo purificador, havendo concluído uma etapa muito consciente, em Pirapitingui, no Estado de São Paulo, poucos anos atrás, onde pude integrar-me no serviço da Revelação Espírita, entregando-me a Jesus.”

Divaldo lembra que, enquanto falava, Jésus Gonçalves se metamorfoseava. Aquela aparência lôbrega e triste se transfigurou diante de seus olhos deslumbrados, que pôde ver-lhe a luminosidade interior. Semelhante a um pequeno sol, parecia clarear o seu entardecer. Curiosamente, das deformações em seu corpo uma substância luminescente tecia uma nova forma bem feita. Jésus Gonçalves disse, como desejando explicar ao médium:

— O que a lepra carcomeu ficou sublimado nas regiões perispirituais. Mas, venho aqui, por dois motivos, falar contigo. Na reunião doutrinária de hoje, estará presente uma amiga muito querida. Desejo que a informes do nosso encontro. O segundo motivo é que eu te queria pedir visitares a colônia de leprosos desta cidade, no subúrbio de Águas Claras.

Surpreso pela solicitação, e ainda preconceituoso em função do tabu e pela ignorância a respeito do mal de Hansen, o médium respondeu comovido:

— Por favor, não me faça um pedido de tal natureza. Esta doença, cujo nome nem sequer eu pronuncio, tal o pavor que me causa, assusta-me demasiadamente e eu nunca teria coragem de visitar o lugar onde estivessem pessoas com ela...

Sorrindo da ingenuidade de Divaldo, Jésus Gonçalves redargüiu:

— Divaldo, eu estou te pedindo que vás lá, a fim de que não vás para lá! Preferes ir lá ou para lá?

Apressadamente, o médium disse que preferia ir lá! Jésus, então, disse-lhe que tomaria providências para irem os dois juntos, falar aos irmãos hansenianos. E desapareceu diante dos olhos assombrados do jovem médium, deixando-lhe uma indefinível sensação de paz e bem-estar...

Naquela noite, em seu grupo de trabalhos, no Centro Espírita “Caminho da Redenção”, Divaldo contou essa experiência aos irmãos, perguntando-lhes se, por acaso, alguém ali ouvira falar ou conhecera Jésus Gonçalves. Levantou-se, então, uma senhora de grande beleza física e espiritual e declarou:

— Jésus Gonçalves foi meu amigo. Quase desencarnou em meus braços. Convivi com ele, quanto me permitiram as possibilidades. Sou mineira do interior, e resido na capital de São Paulo, há muitos anos, onde mantenho um serviço de visita a várias casas de leprosos. Meu nome é Zaira Pitt. Em companhia de Julinha Koffmann e de outros, procuramos dar assistência aos nossos irmãos leprosos. Neste momento, com um grande número de amigos, estamos ajudando a construção do pavilhão para tuberculosos hansenianos, lá mesmo no hospital Parapitingui.

“A senhora confirmou”, conta Divaldo, “para a surpresa de todos nós, a existência desse espírito, dizendo a ele estar vinculada, fazia muito tempo”.

Quando o jovem baiano disse que Jésus Gonçalves pedira que ele visitasse a colônia de leprosos de Águas Claras, D. Zaira Pitt o estimulou muito para essa tarefa, dizendo que não havia o menor perigo de contágio, como comumente se pensava e propalava por aí...

Antes do espírito de Jésus Gonçalves se retirar, naquela tarde em que se manifestara a Divaldo, aconselhou-o a ler um livro que o ajudaria a perder o medo da lepra, intitulado “Eles Caminham Sós”.

Com o pedido de Jésus e o encorajamento dado por Zaira Pitt, o jovem médium, então, mobilizou os freqüentadores do centro espírita para a visita àquele lar expurgador. Amigos mais bem relacionados na sociedade entraram em contato com o diretor do hospital que, a princípio, vetou aprioristicamente o plano de visita. Divaldo insistiu, afirmando de que o objetivo era apenas fazer uma visita fraterna, levando alguns brindes e um pouco de alegria, respeitando todas as instruções da casa. O diretor aquiesceu, impondo uma série de restrições.

Até aquela época, 1949, o mal de Hansen ainda gozava de muitos tabus e preconceitos que impediam as visitas. Mas Divaldo logrou a liberação da ordem de impedimento e o grupo fez a primeira visita. Foi com ela que iniciou a série de excursões que até hoje faz à colônia de hansenianos, em Águas Claras. Isto, há mais de 50 anos consecutivos.

Aquele encontro de Dona Zaira Pitt com Divaldo ocorrera absolutamente de forma casual. Visitando uma instituição espírita em Salvador, alguém havia indicado o nome de Divaldo e por esse motivo fora ao Centro Espírita “Caminho da Redenção”, naquela noite, naturalmente, inspirada por Jésus Gonçalves.

No dia 1.° de janeiro de 1951, a convite de Zaira Pitt, Divaldo faz sua primeira visita ao leprosário de Pirapitingui. No grupo estavam aquela senhora, Divaldo e o sr. Joaquim Alves, o famoso Jô, admirável trabalhador espírita, desenhista e pintor exímio, o dr. Lauro Michelin, um dos criadores e fundadores do Sanatório Espírita “Luiz Sayão” (Araras, SP) e que, sob o pseudônimo de Jacques Garnier escreveu várias obras espíritas a benefício daquela casa de doentes mentais.

Chegando a Pirapitingui, o grupo conheceu a viúva de Jésus Gonçalves, dona Ninita, que era cega, mas excelente médium vidente. Ela descreveu Divaldo tal como se o tivesse vendo! Falou da presença espiritual do marido ali também. Mas, uma senhora muito rica, que Zaira Pitt levara, viúva recente, trajando mesmo luto fechado, foi quem mais chamou a atenção de Ninita, que lhes descreveu o esposo desencarnado e pediu-lhe para tirar o luto, dando-lhe uma lição de imortalidade das mais comovedoras.

O grupo foi depois ao Centro Espírita “Santo Agostinho” e, ali, Divaldo proferiu uma palestra para os internos e visitantes. Em seguida, todos voltaram para a Capital.

No domingo seguinte, por solicitação de Dona Zaira, Divaldo fez uma palestra na reunião das 10 horas da manhã na Federação Espírita do Estado de São Paulo.

Naquela época, Pedro de Camargo, o inesquecível escritor e orador Vinícius, que mantinha uma grande assistência, havia anos, ali acorrendo para ouvir-lhe a palavra fluente e evangelizadora, foi quem apresentou o jovem baiano, assim falando:

— Muitos aí estão a perguntar quem é este jovenzinho e o que faz ele aqui, ao meu lado. Tenho, assim, a imensa satisfação de apresentar Divaldo Pereira Franco aos nossos irmãos paulistas. Este nosso amigo vindo da Bahia traz uma mensagem de vida, com a sua mediunidade voltada para o Bem e guiada pela doutrina espírita, a fim de nos estimular a marcha e nos encorajar para a luta.

Foi dessa forma que Divaldo proferiu a sua primeira palestra na Federação Espírita do Estado de São Paulo, vinculando-se também àquele missionário do bem e da luz, que era Vinícius, o emérito educador e sacerdote, no sentido profundo da palavra, da mensagem evangélica e espírita.

Assim, Divaldo Pereira Franco iniciou as suas pregações na capital bandeirante. Era janeiro de 1951 — há mais de cinqüenta anos atrás.

Obra consultada e recomendada:"O Peregrino do Senhor", de Altiva Glória F. Noronha, Livraria Espírita "Alvorada" Editora

domingo, 29 de agosto de 2010

Um encontro comigo




Navego num barco e o conduzo ao meu mar

São muitos caminhos que devo atravessar

É a estrada da minha vida que preciso recompor

Meu barco é livre e minha alma é solitária

Viajamos juntos em busca de mim

Sou atado à realidade, mas desconheço a sua trajetória



Quando me proponho a entrar na minha alma

Que bela caminhada posso fazer!

Sugo as energias da minha essência

Para ir à distancias inesperadas

Construo sonhos de amor, fontes,

Águas, rios, florestas vivas

E a minha embarcação foge me conduzindo

Ao lugar que preciso ir

Deparo-me com um ser pronto

Puro, cheio de interesses distintos



Ó alma de minha alma, busco te conhecer

Vou até o meu lago existencial

Mas tu me escapas ou eu não desejo ver-te como devo

Covardia, negligência, ou medo talvez...

De repente eu me sufoco

Porque não quero encontrar-te como és

Quero estar contigo da maneira que imagino

Busco novamente com humildade e começo a perceber

A pessoa que continuo sendo

Sinto agora que para ver-se

É preciso coragem e humildade

E o passo decisivo será por essa idéia em ação

Para as mudanças transformadoras

Que embelezarão o meu novo ser

Realizando a viagem mais importante

Que alguém possa realmente fazer

Ao desmaterializar o homem velho

Para deixar surgir um homem novo

Consciente, integro, liberto e muito feliz!

Castro Alves

Canal: Francyska Almeida-060509-Fort-Ce.

ORAÇÃO PELO BRASIL





Todos nós, unidos numa só vibração, num só pensamento para orarmos para o nosso Brasil, pelo povo que não tem só a fome material, o povo quer saciar a fome do espírito e não está encontrando alimento que o sustente em sua fé.

A descrença é tanto que já brincam com o nome de Deus, como se brinca dois embriagados a beira da calçada. Tantas falhas religiosas aos longos desses anos têm causado esta aflição ao povo brasileiro, em nossos corações.

Meus irmãos: peçamos pelo Brasil, pelo povo brasileiro que os nossos governantes na Terra sigam o exemplo dos governantes do espaço, sigam o caminho do Cristo, seu exemplo de humildade e sabedoria.

Somente a vivência dessa fraternidade real colocará o Brasil no ponto culminante que lhe aguarda. Somente assim o povo brasileiro mostrará ao mundo todo o seu valor fraterno, o seu valor

de irmão em pátria.

O Brasil está muito doente, o Brasil precisa de oração! Orem meus irmãos, orem muito pelo povo brasileiro.

Que a Paz de Jesus seja sempre em nossos corações!

Dr. Adolfo Schultz

Médium: Gilberto Rissato

A luz de um grande homem




Conta-se que em um povoado de uma cidadezinha, um homem era admirado pelo seu iluminado comportamento.

Realmente aquele homem era alguém cheio de bons predicados. Chamavam-no de um “santo homem”. Não diríamos assim, mas Norbertus em essência era um homem de bem e nunca poupava atenções a quem lhe procurava. Era caridoso na acepção real da palavra.

Mas Norbertus tinha como uma forte aliada: A sua mãezinha que também era um espírito verdadeiramente bom.

Nunca se casara, porque o seu dever estava acima do compromisso da aliança matrimonial.

Viveu em sabedoria. Falava pouco e quase sempre dizia tudo. Era portador de grandes virtudes. Fazia curas impressionantes aos olhos do mundo. Porém não sentia como curava. Ficava em outra órbita e simplesmente com um toque ou um olhar Norbertus fazia pessoas voltar à saúde. Era uma pessoa polida, silenciosa, cativante.

Tinha sonhos extraordinários. Alguns deles se acanhava em comentar com a fileira de amigos que havia conquistado.

A água era sua chama de atração. Tinha por ela uma incrível adoração. Sempre que ia fazer os seus atendimentos deixava um copo cheio próximo de si. Durante as “consultas” olhava para aquela água e descrevia o quadro do paciente. Ninguém daquelas paragens ousava contestar os diagnósticos.

Aquele homem manipulava forças que somente ele conhecia, mas não sabia que conhecia. Seu instrutor do espaço era um velho e sábio monge que havia habitado o continente atlante.

Curioso é que Norbertus nunca estudara de verdade. Mas era intensa a sua afinidade com as letras. Aprendeu a ler naturalmente e passou a escrever muito bem, aliás, assuntos que nem ele compreendia como conseguia por no papel.

Norbertus era uma pessoa abençoada. Nunca se importou com dinheiro. Satisfazia-se com o seu salário de trabalhador braçal que foi.

Um dia Norbertus adoeceu e ficou de cama. Amigos, parentes, familiares se lhe acercaram muito tristes.

Norbertus sabia que a sua doença era irreversível. E não permitia que ninguém se desesperasse. A morte não existia para ele. Tinha a convicção de que carregaria consigo a bagagem que nenhum inseto por mais destruidor que fosse não conseguiria estragar. E continuava a dar belas lições de imortalidade da alma para aquela gente simples.

Aparentemente não estava com nenhum problema de saúde, mas o coração foi parando aos poucos e finalmente aconteceu o seu desenlace. Quem estava presente nos seus momentos finais, percebeu sutilmente a movimentação de luzes a lhe acolher em saudação por mais uma etapa física vencida.

Norbertus havia cumprido fielmente o que viera fazer no planeta terra.

Seu mestre, um monge cuja sabedoria hoje ultrapassa as fronteiras do vosso conhecimento, o abraçou feliz pelo sucesso que ele como alma realizou!

Norbetus tinha luz para receber a merecida promoção. Foi mestre superior pelo cumprimento do dever a que se integrou e fielmente obedeceu, afinal sua alma era rica de sabedoria e de amor.

Como médico na Atlântida foi detentor de um conhecimento inigualável. Fez a sua relembrança em curas de amor. São essas relembranças que as almas vão precisar entrar em contato a partir desse século para ajudar-se e ajudarem à humanidade cheia de necessidades de ser melhor compreendendo que a sua essência imortal pode realizar acima do que primordialmente aprendeu no passado.

Os terrenos estão em grandes resgates. Que possam fazer dessas relembranças o melhor que as suas almas esperam.

A fonte divina está atenta a todos aqueles que com amor e despojamento acolhem as grandes oportunidades de servir as ribanceiras dos céus crísticos cujas estrelas os convidam a esse discernimento com alegria.

Alojar amor e sabedoria na alma é privilégio de muitos que ainda não se descobriram como imortais que sobreviveram além das tempestades catastróficas que soterraram os continentes perdidos.

Em afabilidade e doçura esperamos que surja em nós um homem realizador e buscador das experiências que já lhe coroaram a alma secular.

Existir para realizar o seu mandado de amor em qualquer dimensão que os céus possa lhes acolher.

Na acústica do seu ser o som crístico o chama a refletir sobre as possibilidades de renovação para entrar em contato com o que a alma aparentemente simples possa se expandir em divinal sabedoria.

Mas é na simplicidade da vida que os perfumes surgem inebriando de fragrância o ser eterno para que dele brote as grandes realizações seja em que área ou sistema da vida for desde que sejam autorizados pelos conselhos do universo com a permissão do criador de todas as vidas.

Sentindo os acordes da nova era lhes aguardamos em conexão com essas relembranças para juntos fazermos um grande trabalho crístico!

Sensibilizados com essa expectativa, estaremos a lhes incentivar como almas milenares e como os experimentadores do tempo áureo em que fomos treinados na ciências milenares do espírito eterno: Sófocles

Canal: Francyska Almeida-270109-Fort-Ce.
Related Posts with Thumbnails