Brotou no meu jardim
Um lindo botão e dele surgiu uma rosa
Seu perfume inebriante me falava de amizade
Aquela rosa inocente me foi enviada por Deus
Quanta pureza tinha!
Mirei-a com carinho e nela encontrei
Uma amiga e confidente
Até parece que quanto mais ouvia
O que em mim se passava
Mais perfumada ela ficava
Senti-me venturoso ao captar a sua empatia
Quanta ternura e simplicidade
Havia na amiga que encontrei de repente
Quis levá-la para minha casa
Para que continuasse a me ouvir
Mas, não tive coragem de arrancá-la...
Caminhei sozinho em pensamentos
E em reflexão sincera e consciente
Avaliando o valor que possui o silêncio
Encantado, guardei-a em mim
Sempre que necessitava
Ouvir a voz silenciosa da minha rosa
Imaginava-a formulando um feliz e amistoso diálogo.
Antero de Quental
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