terça-feira, 7 de setembro de 2010

OS RITUAIS CRISTALINOS




Os cristais sempre foram reverenciados pelos povos que constituíam as grandes civilizações.

Embora hoje algumas doutrinas sejam radicalmente contra, eles sempre existiram e existirão com o seu alto valor e poder.

Os canais de luz sempre existiram para reverenciá-los juntamente com os seres milenares que já viveram toda essa cultura. E quem ainda é contra esses luminosos irmãos no planeta terra, um dia se renderá a sua força.

Os cristais são fontes de energia vivas vindas da luz maior da criação. No seu interior a luz resplandece invisivelmente aos sectaristas da terra que duvidam do seu poder de cura e equilíbrio.

Pela sua beleza sempre foram alvos de atração, sejam como pedras brutas ou jóias que enfeitam o pescoço da mulheres, os braceletes, os pêndulos, as pedras roladas, todas contém energias condensadas que os olhos das almas procuram e se encantam.

Os povos antigos tinham as suas jóias que consideravam de poder as quais usavam como verdadeiros talismãs. Acreditavam seguramente que as pedras tinham como ajudá-los nas decisões a serem tomadas, tanto para aproximar pessoas como para afastá-las ou ainda, prejudicá-las, como aconteceu com as pedras

obsidianas pretas.

Foi assim que as pedras sempre exerceram nas pessoas

uma grande atração.

Elas estão espalhadas na terra em muitas direções, desde o subsolo que pisamos, nas minas exploradas, nas joalherias em peças de ornamentos e invisivelmente no seio de Deus em suas rochas na dimensão do mundo cristalino.

Estes cristais são encantadores e na terra não existe um só exemplar. Seus representantes estão de prontidão à espera dos trabalhadores da terra, terapeutas, profissionais e outros que desejam entrar na energia sutil dos cristais, para literalmente ajudar à humanidade.

No passado os cristais estiveram presentes em rituais delicadíssimos de onde se via projetado o reflexo das pedras em direção às criaturas que se prestavam a participar dessas encantadoras cerimônias cristalinas.

Existiam templos belíssimos cheios de símbolos, peças de ouro e inúmeros cristais de todas as categorias, inclusive as pedras preciosas.

As deusas cristalinas atuavam com todo amor através dos canais dos cristais. Os canais eram pessoas escolhidas para efetuar esses rituais. Consistia de jovens que lembravam belas fadas vestidas de roupas esvoaçantes e coloridas para trabalhar com os cristais ali presentes preparados

para aquele fim.

O público que o integrava era composto de pessoas crédulas na energia cristalina. Sutileza era o que ali se apontava.

As luzes dos cristais se acendiam para aqueles que tinham vidência em sua alma. As pedras convidavam os participantes à meditação e a introspecção.

Nossas deusas / canais que eram em número de três, bailavam ao som da música que os cristais emanavam com a ajuda do mundo cristalino superior. Os canais ao dançar nos pareciam fadas flutuantes. Mas não era qualquer um que podia entrar nesses rituais. Havia antes um ritual de preparação das almas que se candidatassem a comungar com aquela maravilha de encontro.

Averiguava-se a respeito de quem e se estava apto a participar. Se pedia jejum de sexo e silencio interno. Como em todas as épocas havia aqueles que desejavam burlar essa disciplina, mas logo eram identificados pelo terceiro olho de quem era designado a fazer a confirmação do ingresso.

Sentíamos a presença de Deus naquele ambiente de silêncio. Os cristais falavam conosco e nos orientava nas decisões de nossas vidas.

Esses rituais continuam sendo muito sagrados. Quem dele já participou o desenvolverá e realizará juntamente com as fadas e os trabalhadores cristalinos.

Os rituais cristalinos somente poderão ser feitos com muitos cristais e reservados para esse fim.

Quem desejar a cura, o equilíbrio, a serenidade e tiver dentro de si a disciplina de participar desses rituais na terra, deve trabalhar primeiro para arranjar os cristais. O canal competente deve retomar a disciplina para a beleza desse trabalho com a presença dos mestres cristalinos invisíveis.

A terra a partir desse momento já está fazendo jus.

Mas atenção: Não se pode brincar com os cristais. Será necessário muita preparação para realizar esses rituais, tanto do canal ou canais competentes, bem como dos assistentes que dele participarão.

Os rituais cristalinos atuais terão como acréscimo aos do passado a presença dos cristais celestes. Muitos acessarão com alegria mentalmente a beleza da turmalina cristica, do amor celeste, do cristal matiz, flor de Liz, lodo real, etc. Serão momentos inesquecíveis à todas às almas presentes.

Os rituais cristalinos também precisam ser reativados, pois os cristais estão super potencializados. Portanto estão com toda força energética acionada por Deus nesse novo tempo.

As deusas dos cristais estão de prontidão para reverenciar esses amigos e seus instrumentos de trabalho.

Aguardamos a disponibilidade daqueles que são tocados pela a luz dos cristais de Deus. Unir-nos-e-mos para que retomemos os belíssimos e potentes rituais cristalinos com a presença dos seus representantes. Eles serão feitos pelos canais que possuem conhecimento a respeito. Será uma grandiosa bênção aos que sofrem. Durante os rituais poderemos enviar a luz dos cristais a quem desejarmos.

Vamos contribuir com natureza divina ao ajudar os seus filhos enfermos de alma nesse transpor de energias bondosas para um novo e reconhecido tempo de paz, suavidade e muito amor.

Os cristais são obras de Deus pai e irmãos nossos que estão em estágio de brilho, pureza e muito amor desejando ajudar a todos seus irmãos para que a terra se transforme em um território curado e a Nova Era chegue em luz, em paz para que o deserto do ódio se extinga para o resto de

todos os séculos.

Na paz cristalina juntos como espíritos trabalhadores universais renovamos o convite para que voltemos juntos aos rituais cristalinos com seriedade, respeito, carinho e muito amor.



Sófocles

Canal: Francyska Almeida-150208-Fort-Ce-Brasil

Misericórdia


“Misericórdia é a qualidade que vê a necessidade por trás do explícito. Atrás da raiva há tristeza; atrás de frieza o medo; atrás da arrogância há insegurança. Misericórdia é a arte de satisfazer as necessidades do coração. É saber que, embora a pessoa peça pelo que é visível e material, o que o coração precisa é mais profundo e por isso não pode ser encontrado através de nada falso ou a curto a prazo. O primeiro de quem devo sentir misericórdia é de mim mesmo.”

MENSAGEM DE PAI JOÃO DA MATA




Salve a vida, salve a coroa de Maria, salve a sua luz!

Em um recanto de amor vivemos a olhar pela vida dos terrenos, muito embora percebendo que nem todos desejam ser ajudados em virtude dos seus corações ainda estarem obcecados pelo mal.

O merecimento também conta nessa partilha a que temos a honra de auxiliar.

As pessoas ainda não sabem que no universo sideral o amor brilha e no ofuscamento de sua beleza há equipes e mais equipes que se predispõem a suavizar os corações terrenos de suas provas materiais e espirituais ao que é dado o nome de carma.

Carma é o que a pessoa adquire para si pela inobservância das leis da vida. Sofre hoje porque praticou o que não devia como alma amada por Deus.

Reclama pela pouca sorte em relação às doenças, ao amor, a moeda, pela qualidade dos membros da família...

Mas não lembram a fileira de falhas que cometeram em nome do egoísmo, do orgulho, da imprudência, da ganância, da vaidade...

Sofrem porque não sabem administrar as suas dores. Em não aceitação complicam e terminam em desespero.

Quando chega esse momento a criatura humana fica cega porque somente consegue ver a si e entra num poço de amargura.

Deus é responsável por esse quadro?

Absolutamente não.

A criatura deve andar na reta para não desorganizar o senso do seu equilíbrio.

Amarga porque vive fora da realidade.

Anseia muito e não compartilha o que tem.

A sua luta é para ter mais e mais moedas, ao que nem sempre acontece.

Uns se arrastam mais devagar com a prosperidade.

Então vão as tendas de luz para resolver muitas das vezes o que não está previsto para a sua atual caminhada.

Ao contato com a mente trabalhadora, pedem tudo de material e querem para logo!

Ora meus amigos, Deus não é tão urgente assim em alguns casos, porque entra em cena o merecimento.

Para ter ou ser precisamos fazer por onde.

Quem nada doa e somente pede está em desigualdade com a lei superior que nos fez nascer.

É pedir demais.

Nós os ajudantes de Deus em outra condição fazemos a nossa parte, mas com cautela.

Pela insistência e “chororô” damos o nosso impulso com a permissão do nosso pai e muitas vezes a criatura joga fora essa ajuda por não ajustar-se a responsabilidade do pedido feito. Lembrando que o pensamento é de quem pede.

Mas nós trabalhamos secretamente para o bem comum.

Ora, muitas pessoas vão às casas dos pretos velhos somente para pedir o mal.

Podem até conseguir, porque o seu pensamento está ligado a energia do mal. E então há muitos desocupados e soltos nessa arte por aí, lamentavelmente.

As consequências serão sempre trágicas. E a pessoa maldosa assume o peso da dívida com a energia de destruição que tentou mandar ao seu irmão. Ficou encrencada com o tal carma.

Todos vieram para fazer o bem. Se fez o inverso, ruim será para aquele que acessou a energia perversa.

Estamos para lhes ajudar em qualquer tempo. Mas tentem obedecer conscienciosamente a Deus nessa temporada onde cada dia forças de baixo teor se misturam as de vocês na terra.

A bondade vai implicar em bondade, porém o mal terá retorno da mesma forma.

Portanto, informe-se sobre a missão e o poder da Umbanda de Deus.

Umbanda é luz, amor, cura!

Não vá a uma tenda com más intenções. Não esqueça de que nós os trabalhadores auxiliares de Deus no seu ministério de auxílio também precisamos evoluir, tal como vocês.

O médium na Umbanda tem responsabilidades iguais ao médium do Espiritismo, Doutrina a que deveis conhecer para entender e praticar Jesus no dia a dia.

Em missão de ajuda desejamos fazer a nossa parte. Que possam vocês entender a força e o amor de Jesus que juntamente com a sua mãe, os seus anjos comandam a luz de todos os planetas.

Em coroação da fé e do trabalho digno, esperamos por vocês para prestar ajuda para a melhora e a compreensão de vossas vidas nesse século de tantas realizações imprecisas em relação ao bem.

Compensado com a força do amor de Deus, sou o seu pequeno ajudante, trabalhador braçal da cura e do levante positivo!

Salve a terra e todo povo que atento está para lhe ajudar com a afirmação Divina.

Pai João da Mata, com todo seu amor de ex-escravo.

Canal: Francyska Almeida-051209-Fort-Ce.

As Hostes de Luz





Enquanto os amados irmãos terrenos dizem que a terra está perdida, venerandas hostes de luz irradiam a terra em proporções gigantescas. Naturalmente se tivessem olhos para perceber a irradiação cósmica através das luzes coloridas do Cristo haveriam de mudar de idéia.

Semanalmente, tempo equivalente ao da terra, as hostes do Cristo descem em fileiras para assistir aos mais necessitados.

Aterra se reveste de luz através das projeções celestiais.

Não há divisão de hierarquias, todos se voltam a esse momento engrandecedor aos nossos olhos.

A terra se torna mais limpa e mais asseada. É óbvio que alguns são refratários a esses raios luminosos.

Dessa forma só temos a comemorar.

Jesus se alegra juntamente com Maria que muitas das vezes segue assistindo enternecidos a esses significativos momentos. Incontáveis seres continuam a se alistarem para ajudar a terra nesse transporte de energias antigas para o ancoramento das novas.

Há um céus de luzes que descem juntamente com os trabalhadores do Cristo. Momentaneamente são resgatados muitos amigos que desavisadamente ficam nas esquinas, nos bares, nas residências e recambiados a sua verdadeira dimensão.

Mas o pensamento de quem está culminado com a energia desses amigos e fundamental. Mesmo assim o livre arbítrio continua atuando em cada um se as pessoas são fervorosas e vivem automaticamente no bem já pode também receber essa ajuda.

As energias do Cristo são sutis e determinados comportamentos não condizem com a sua sutileza.

Há cura automática de muitas pessoas e os profissionais da área de saúde dizem ter acontecido verdadeiros milagres.

De certa forma, essa conotação não está errada. Há os créditos, há os méritos de alta procedência.

Mas Jesus quer que aconteça a cura de todos.

O remédio é buscar viver em sentimentos de bem e de amor a si e ao próximo.

Quem ama consegue está em paz e absorver esses belíssimos presentes dos céus.

Na terra percebemos dentro da fé as separações.

Reflexão: Já imaginaram se o Cristo separasse os seus amados discípulos pela fé que tiveram na terra?

Não há essa divisão enganosa. Há amor e aqueles que amam se entregam e se integram as tarefas cristicas para ajudar a humanidade.

Os ateus na terra também podem ser excelentes pessoas, altruístas, compreensivas...

Qual o fator determinante para ser trabalhador do Cristo senão o amor amadurecido nessas pessoas de qualquer religião na carne ou fora dela?

E qual de nós pode julgar os créditos de alguém na terra ou na espiritualidade?

Certamente que ninguém.

Fala-se muito e se faz operar em si poucas mudanças.

Siga o vosso trilho com amor para poder merecer as benesses luminosas de Deus. Unam-se todas as noites a essas hostes formadas por milhares de seres de várias galáxias para somar amor a humanidade.

Faça por você, por você e pelos seus irmãos enfermos es palhados por inúmeros cantos desse planeta.

As hostes de luz são formadas pelos denominados de santos, anjos, trabalhadores de Maria, espíritos de várias dimensões sagradas de vários credos, de várias culturas e também por aqueles a quem tendes preconceitos vem em outras roupagem fazer o seu trabalho de luz.

Mancomunados com todos esses seres que desejam ajudar nessa transposição energética da terra, também me faço de mais um dos seus membros para ajudar nesses momentos circunstâncias com todo meu amor.É um grande aprendizado ver pessoas de todas as raças e credos e a se unirem num só ideal: Fazer a terra e suas criaturas melhores.

Convidamos-lhes a sintonizar com esses guerreiros da luz cósmica envasadas e cristalinas e se juntar conosco a qualquer hora do dia ou durante o repouso físico.

Predisponham-se porque a energia do pensamento e do coração vai à grandiosas distancias.

Saudando as Hostes Celestiais nesse momento em Cristo e pelo Cristo com o objetivo de juntos construirmos a paz verdadeira nessa bendita escola de luz que se chama Planeta terra.

Em nome de todas essas amadas Hostes, abraçamos-lhes em afetuoso amor com a certeza de que podemos exterminar a sujeira que impregna a terra e suas camadas de proteção.

Sou o servil amigo do Cristo e de Maria em qualquer tarefa vinculada a evolução da alma ou do espírito imortal.

Luiz Sérgio

Canal: Francyska Almeida-310810-Fort-Ce.

Hino de amor a terra




Louvado seja as manhãs que nos renovam as esperanças

Louvado seja a luz que emana do Universo

Fazendo-nos mais dignos do amor Divino

Louvado seja o irmão e amigo que sofre

Se lastimando na escuridão dos seus vícios

Louvado sejam as cachoeiras de águas límpidas

Que traduzem a pureza do amor maior

Louvado seja todos os animais feridos

Louvado seja toda e qualquer generosidade

Louvado seja toda treva

E que a luzes crísticas possam penetrar

No seu seio irradiando e purificando

Louvado seja o canto dos pássaros ingênuos e livres

Louvado seja o lobo que esquecido está

Dentro da alma de cada criatura

Que ele seja abençoado e nunca possa vir a uivar

Louvado seja a benfazeja plantação

Que no chão faz brotar o alimento sagrado

Louvado seja o ar que nos mantém vivo

Com a força amorosa que se espalha

Em direção a cada habitante da terra

Louvado seja o irmão coxo que luta

Todos os dias para superar a sua deficiência

Louvado seja todas as verdes camadas

Do nosso amado e bendito chão

Louvado sejam os nossos pés

Que ancorados estão nesse lindo Planeta azul

Que a natureza em festa seja louvada

E dela possamos nos aproximar a cada dia

Para usufruirmos das melodias perfumadas e imortais

Através do infinito amor universal

Louvado seja todos nós, os filhos da humanidade

Criados pelo eterno e grandioso Senhor

Que distribui amor com todas as suas criaturas!

Louvado seja o seu coração em essência pura

Através do incomensurável e potente amor

Deus seja louvado para sempre!

Francisco

Canal: Francyska Almeida-121005 – Fort-Ce.

SER FELIZ!





Sentir-se vivo ao despontar da manhã;
ver a luz, as cores;
sentir o odor da relva molhada;
ouvir o canto dos pássaros...

Isto é ser feliz.

Não é difícil !

É só despojar o espírito, tornando-o leve como de criança, sem medo, com amor, com esperança e confiança...

Poder observar a flor desabrochando, explodindo em cores; que felicidade !

Poder amar, sorrir, sonhar.

A felicidade emana de dentro de cada ser, assim como a água brota e corre cristalina da nascente.

Em seu percurso o córrego pode em alguns pontos tornar-se turvo, porém volta à sua antiga forma logo à frente.

A alegria nasce do íntimo da alma e esta deve ser preservada pura.

Não podemos nos deixar influenciar pelo negativo, pela tristeza, pelos sentimentos mesquinhos, pelo medo...

Devemos estimular a confiança, o certo e o bem, sorrir, sonhar, amar, e com isto gostar do que somos e do que fazemos.
E, gostando do que somos, amaremos nossos irmãos.

Não existe receita para ser feliz:

É somente sentir e simplesmente ser, pura e simplesmente amar !

É ter dentro de nós, o toque de Deus

Amor, Harmonia, Luz e Paz

Autoria : Edson Gilberto Kurabayashi

domingo, 5 de setembro de 2010

Jésus Gonçalves




Jesus Gonçalves, nascido em 12/07/1902 em Borebi-SP (próximo à Agudos), ficou órfão de mãe aos 3 anos e seu pai era uma humilde lavrador.

Aos 14 anos empregou-se como trabalhador braçal na Fazenda Boa Vista, de Ângelo Pinheiro Machado. Nesta época começou a aprender música e junto com outros companheiros animavam as quermesses e bailes com a "Bandinha de Borebi ".

Aos 17 anos foi para Bauru, onde freqüentou o Colégio São José, mas não chegou ao menos a tirar o diploma do Ginásio.

Casou-se aos 20 anos com Theodomira de Oliveira, que era viúva e já tinha 2 filhas. Mesmo assim ainda tiveram mais 4 filhos. Nesta época empregava-se como Tesoureiro da Prefeitura.

Em 1930 sua esposa desencarna por causa de uma tuberculose. Apesar das enormes dificuldades em criar suas 6 crianças continuava a tocar e fazia parte da Banda da Prefeitura de Bauru como clarinetista.

Atuava também como Diretor e ator de teatro na cidade. Apesar de seu pouco estudo apreciava a poesia e prosa, colaborando ativamente nos jornais "Correio da Noroeste " e "Correio de Bauru ".

Casou-se novamente, com Anita Vilela, vizinha que lhe ajudava a cuidar das crianças, mas, aos 27 anos foi acometido pela Hanseníase ( Lepra ). Anita era estudiosa da doutrina espírita e tentava, em vão, esclarecer a mente materialista do ateu Jésus.

Nestes tempos os doentes eram obrigados a abandonar seus empregos e viverem isolados da sociedade, trancados em suas casas ou então em leprosários. Como faria então para cuidar de sua esposa e das crianças ? Aposentado prematuramente passa a viver em uma moradia cedida temporariamente pela Câmara Municipal. Apesar disso continua a escrever para o "Correio da Noroeste".

Seu compadre, João Martins Coube, cedeu-lhe o usufruto de um sítio, onde Jésus passou a cultivar melancias e outras frutas. Mas, em Agosto de 1933, o Serviço Sanitário recolhe-o, afastando-o do convívio de sua família, e internou-o no Asilo-Colônia Aymorés.

Por ter sido um homem resignado foi sempre líder, tolerante e calmo. Fundou o jornal interno "O Momento ", a "Jazz Band de Aymorés " e a equipe de futebol. Por não receberem grupos artísticos no asilo, fundou também o grupo teatral interno.

Jésus sofria muito com problemas no fígado, buscava a transferência para o Hospital Padre Bento em Guarulhos. Mas suas cartas paravam nas mãos do Diretor do Sanatório Aymorés, que não queria perder seu mais ativo e dinâmico interno. Em 1937 conseguiu a transferência mas não conseguiu chegar até lá, as dores no fígado o obrigaram a parar em Itú, e alí ficou no Hospital de Pirapitinguí.

Fundou alí além da "Jazz Band ", a Rádio Clube de Pirapitinguí ( existente até hoje ) e um jornal interno, o "Nosso Jornal ".

Em 1943 Anita desencarnou, e no velório da mesma aconteceram diversos acontecimentos mediúnicos de clarividência de alguns colegas seus e finalmente Anita passou uma mensagem para ele de uma forma bastante íntima onde Jésus não teve dúvidas da veracidade das informações, um pequeno trecho: "Velho, não duvides mais, Deus existe ! ".
Por ser extremamente materialista buscou nos livros Espíritas as explicações para o contato.
A conversão de Jésus ocorreu de forma bastante convincente. Um dia, às voltas com suas dores no fígado, resolveu chamar aquele "Deus ", e desafiou, tirando um pouco de água e colocando em um copo.

"- Se Deus existe mesmo, dou 5 minutos para que coloque nesta água um remédio que me alivie as dores que sinto ". E contou no relógio.

Quando bebeu a água sentiu que estava totalmente amarga. Chamou um companheiro que confirmou a alteração da água. E após 2 minutos nada mais sentia em dores.

Fundou em 1945, após muito estudo, o Centro espírita Pirapitinguí, com dificuldades conseguiu recursos junto às comunidades espíritas para a construção do Centro. Diversas caravanas Espíritas passaram a visitar o sanatório, levando alegria e conforto aos internos.

Passou então a atender as incorporações de familiares e desobsessões severas daqueles considerados "loucos ", permitindo a estes que voltasses à vida normal.

Vinte dias antes de desencarnar, com a doença já tendo lhe consumido todo o corpo, e também as cordas vocais, foi à sessão espírita e para a surpresa das 300 pessoas presentes, os mentores da casa devolveram-lhe a voz e aí fez uma preleção de quase 2 horas de elevados ensinamentos evangélicos. Ao término da preleção Jésus simplesmente perdeu novamente a voz.

E sofreu muito nos últimos dias, o seu corpo estava completamente deformado pela doença, seu rosto transfigurado e seus órgãos começaram a parar, e lentamente desligou-se do corpo físico. Mas teve tempo de saber que o sofrimento é o caminho que nos leva à Cristo, e que pôde mudar a mentalidade daqueles que consideravam os doentes internos de asilos, sanatórios e leprosários apenas como animais fedorentos



Jésus Gonçalves e Divaldo Pereira Franco
· "De súbito, eu vi chegar um ser espiritual com características para mim até então jamais vistas: apresentava profundas marcas na aparência física. Um dos pés, que parecia ter os dedos amputados, estava envolto em gaze, com uma deformidade visível..."

O primeiro contato espiritual entre Jésus Gonçalves e Divaldo Pereira Franco


Desde criança, o médium, educador e conferencista Divaldo Pereira Franco vivenciou inúmeras experiências de comunicação espontânea com os espíritos. Abordaremos neste artigo uma dessas comunicações, ocorrida em sua juventude, quando recebeu a visita espiritual de Jésus Gonçalves.

Desse encontro com Jésus, resultou suas visitas ininterruptas à colônia de hansenianos de Águas Claras e também sua primeira palestra pública na Federação Espírita do Estado de São Paulo, onde foi apresentado, jovem ainda, ao público espírita paulista, com crescente repercussão nacional e internacional.

Conta o próprio Divaldo:

“No ano de 1949, quando os tormentos obsessivos me avassalavam, porque ainda não me adestrara no conhecimento espírita, e também pela juventude do corpo, todas as tardes eu tinha por hábito ir sentar-me no quintal da casa onde morava, no Bairro do Machado. O quintal dava o fundo para as Invasões, onde centenas de casebres sobre o lamaçal apresentavam grave problema sócio-econômico dos que residem em tal região, em Salvador.

“A minha vida íntima, sacudida por inquietações e tormentos, por ansiedades e tristezas, era uma constante busca de paz, uma contínua procura de Deus. Numa tarde muito especial para mim, buscando a calma interior, eu me pus a orar. O quadro que se me erguia à frente era de muita beleza. O sol declinava por sobre o pantanal e havia um silêncio interior muito grande. Procurei, então, mergulhar nas blandícias da prece, pedindo a Deus a mão socorrista, assim como aos bons espíritos o seu apoio e assistência, para que não viesse a resvalar pelas rampas do desequilíbrio.

“Foi nesse momento que, de súbito, eu vi chegar um ser espiritual com características para mim até então jamais vistas: apresentava profundas marcas na aparência física. Um dos pés, que parecia ter os dedos amputados, estava envolto em gaze, com uma deformidade visível. O corpo alquebrado, a cabeça marcada por cicatrizes, o nariz deformado, sem o septo nasal, e numa expressão de profunda melancolia, olhando-me com enternecimento e carinho comovedores.

“Na minha ignorância, na minha falta de discernimento doutrinário, pensei de imediato: apesar da prece, eis aí a presença de um espírito obsessor. Bem se vê que eu confundia, então, a aparência com o conteúdo, a realidade íntima. Foi quando o ouvi dizer nitidamente:

— Não sou um bem-aventurado, mas tampouco eu sou um obsessor. Sou teu irmão. Chamo-me Jésus Gonçalves, e desencarnei, não há muito, num sanatório de leprosos, em Pirapitingui, Estado de São Paulo.

“Naquela época ainda não se usava o verbete hanseniano. Era a palavra marcadora, quase cruel, da tradição bíblica. E ele prosseguiu:

— Fomos amigos. Venho, de etapa em etapa, ressarcindo a duras penas o que contraí desde os dias em que, na condição de conquistador, disseminei a morte pela guerra, destruindo lares, roubando vidas, deixando órfãos e viúvas a prantearem os seus mortos. Indiferente, à alheia dor, era devorado pela volúpia da insanidade destruidora. Mais tarde, muito mais tarde, já conhecendo Jesus, não me foi possível fugir daquela compulsão guerreira e, em posição relevante na política francesa do século XVII, novamente me engalfinhei em lutas tenebrosas, sendo um dos responsáveis pelo prosseguimento da guerra franco-austríaca, especialmente na sua terceira fase.

— Em chegando do lado de cá, dei-me conta da alucinação que me devorava e roguei ao Senhor, por misericórdia, me concedesse a lepra purificadora, para o despertar dos deveres de profundidade, aqueles que me poderiam conscientizar das finalidades superiores da vida. Eis por que, desde então, venho no processo purificador, havendo concluído uma etapa muito consciente, em Pirapitingui, no Estado de São Paulo, poucos anos atrás, onde pude integrar-me no serviço da Revelação Espírita, entregando-me a Jesus.”

Divaldo lembra que, enquanto falava, Jésus Gonçalves se metamorfoseava. Aquela aparência lôbrega e triste se transfigurou diante de seus olhos deslumbrados, que pôde ver-lhe a luminosidade interior. Semelhante a um pequeno sol, parecia clarear o seu entardecer. Curiosamente, das deformações em seu corpo uma substância luminescente tecia uma nova forma bem feita. Jésus Gonçalves disse, como desejando explicar ao médium:

— O que a lepra carcomeu ficou sublimado nas regiões perispirituais. Mas, venho aqui, por dois motivos, falar contigo. Na reunião doutrinária de hoje, estará presente uma amiga muito querida. Desejo que a informes do nosso encontro. O segundo motivo é que eu te queria pedir visitares a colônia de leprosos desta cidade, no subúrbio de Águas Claras.

Surpreso pela solicitação, e ainda preconceituoso em função do tabu e pela ignorância a respeito do mal de Hansen, o médium respondeu comovido:

— Por favor, não me faça um pedido de tal natureza. Esta doença, cujo nome nem sequer eu pronuncio, tal o pavor que me causa, assusta-me demasiadamente e eu nunca teria coragem de visitar o lugar onde estivessem pessoas com ela...

Sorrindo da ingenuidade de Divaldo, Jésus Gonçalves redargüiu:

— Divaldo, eu estou te pedindo que vás lá, a fim de que não vás para lá! Preferes ir lá ou para lá?

Apressadamente, o médium disse que preferia ir lá! Jésus, então, disse-lhe que tomaria providências para irem os dois juntos, falar aos irmãos hansenianos. E desapareceu diante dos olhos assombrados do jovem médium, deixando-lhe uma indefinível sensação de paz e bem-estar...

Naquela noite, em seu grupo de trabalhos, no Centro Espírita “Caminho da Redenção”, Divaldo contou essa experiência aos irmãos, perguntando-lhes se, por acaso, alguém ali ouvira falar ou conhecera Jésus Gonçalves. Levantou-se, então, uma senhora de grande beleza física e espiritual e declarou:

— Jésus Gonçalves foi meu amigo. Quase desencarnou em meus braços. Convivi com ele, quanto me permitiram as possibilidades. Sou mineira do interior, e resido na capital de São Paulo, há muitos anos, onde mantenho um serviço de visita a várias casas de leprosos. Meu nome é Zaira Pitt. Em companhia de Julinha Koffmann e de outros, procuramos dar assistência aos nossos irmãos leprosos. Neste momento, com um grande número de amigos, estamos ajudando a construção do pavilhão para tuberculosos hansenianos, lá mesmo no hospital Parapitingui.

“A senhora confirmou”, conta Divaldo, “para a surpresa de todos nós, a existência desse espírito, dizendo a ele estar vinculada, fazia muito tempo”.

Quando o jovem baiano disse que Jésus Gonçalves pedira que ele visitasse a colônia de leprosos de Águas Claras, D. Zaira Pitt o estimulou muito para essa tarefa, dizendo que não havia o menor perigo de contágio, como comumente se pensava e propalava por aí...

Antes do espírito de Jésus Gonçalves se retirar, naquela tarde em que se manifestara a Divaldo, aconselhou-o a ler um livro que o ajudaria a perder o medo da lepra, intitulado “Eles Caminham Sós”.

Com o pedido de Jésus e o encorajamento dado por Zaira Pitt, o jovem médium, então, mobilizou os freqüentadores do centro espírita para a visita àquele lar expurgador. Amigos mais bem relacionados na sociedade entraram em contato com o diretor do hospital que, a princípio, vetou aprioristicamente o plano de visita. Divaldo insistiu, afirmando de que o objetivo era apenas fazer uma visita fraterna, levando alguns brindes e um pouco de alegria, respeitando todas as instruções da casa. O diretor aquiesceu, impondo uma série de restrições.

Até aquela época, 1949, o mal de Hansen ainda gozava de muitos tabus e preconceitos que impediam as visitas. Mas Divaldo logrou a liberação da ordem de impedimento e o grupo fez a primeira visita. Foi com ela que iniciou a série de excursões que até hoje faz à colônia de hansenianos, em Águas Claras. Isto, há mais de 50 anos consecutivos.

Aquele encontro de Dona Zaira Pitt com Divaldo ocorrera absolutamente de forma casual. Visitando uma instituição espírita em Salvador, alguém havia indicado o nome de Divaldo e por esse motivo fora ao Centro Espírita “Caminho da Redenção”, naquela noite, naturalmente, inspirada por Jésus Gonçalves.

No dia 1.° de janeiro de 1951, a convite de Zaira Pitt, Divaldo faz sua primeira visita ao leprosário de Pirapitingui. No grupo estavam aquela senhora, Divaldo e o sr. Joaquim Alves, o famoso Jô, admirável trabalhador espírita, desenhista e pintor exímio, o dr. Lauro Michelin, um dos criadores e fundadores do Sanatório Espírita “Luiz Sayão” (Araras, SP) e que, sob o pseudônimo de Jacques Garnier escreveu várias obras espíritas a benefício daquela casa de doentes mentais.

Chegando a Pirapitingui, o grupo conheceu a viúva de Jésus Gonçalves, dona Ninita, que era cega, mas excelente médium vidente. Ela descreveu Divaldo tal como se o tivesse vendo! Falou da presença espiritual do marido ali também. Mas, uma senhora muito rica, que Zaira Pitt levara, viúva recente, trajando mesmo luto fechado, foi quem mais chamou a atenção de Ninita, que lhes descreveu o esposo desencarnado e pediu-lhe para tirar o luto, dando-lhe uma lição de imortalidade das mais comovedoras.

O grupo foi depois ao Centro Espírita “Santo Agostinho” e, ali, Divaldo proferiu uma palestra para os internos e visitantes. Em seguida, todos voltaram para a Capital.

No domingo seguinte, por solicitação de Dona Zaira, Divaldo fez uma palestra na reunião das 10 horas da manhã na Federação Espírita do Estado de São Paulo.

Naquela época, Pedro de Camargo, o inesquecível escritor e orador Vinícius, que mantinha uma grande assistência, havia anos, ali acorrendo para ouvir-lhe a palavra fluente e evangelizadora, foi quem apresentou o jovem baiano, assim falando:

— Muitos aí estão a perguntar quem é este jovenzinho e o que faz ele aqui, ao meu lado. Tenho, assim, a imensa satisfação de apresentar Divaldo Pereira Franco aos nossos irmãos paulistas. Este nosso amigo vindo da Bahia traz uma mensagem de vida, com a sua mediunidade voltada para o Bem e guiada pela doutrina espírita, a fim de nos estimular a marcha e nos encorajar para a luta.

Foi dessa forma que Divaldo proferiu a sua primeira palestra na Federação Espírita do Estado de São Paulo, vinculando-se também àquele missionário do bem e da luz, que era Vinícius, o emérito educador e sacerdote, no sentido profundo da palavra, da mensagem evangélica e espírita.

Assim, Divaldo Pereira Franco iniciou as suas pregações na capital bandeirante. Era janeiro de 1951 — há mais de cinqüenta anos atrás.

Obra consultada e recomendada:"O Peregrino do Senhor", de Altiva Glória F. Noronha, Livraria Espírita "Alvorada" Editora
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